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Baterias de grafeno podem chegar ao mercado em breve

Muito avanço foi feito na tecnologia para smartphones desde o lançamento do primeiro iPhone e uma das coisas que constantemente recebe promessas de melhoria é a bateria. Em entrevista ao Digital Trends, Samuel Gong, CEO da Real Graphene, mostrou que o futuro das baterias de grafeno está próximo e falou das vantagens e desvantagens da tecnologia.

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A pesquisa em grafeno está a todo vapor e já vimos outras soluções apresentadas pela Samsung por exemplo. Foto: Reprodução/Digital Trends

Em resumo, baterias com grafeno carregam mais rapidamente, têm mais ciclos de carga e descarga e esquentam menos que suas contrapartes feitas com Lítio. Essas são as três principais vantagens, enquanto a desvantagem obviamente é o preço, já que um kilograma de grafeno custa aproximadamente 300.000 dólares — aproximadamente R$ 1.254.690,00.

Para colocar isso em números, uma bateria de celular comum com 3000 mAh leva aproximadamente 90 minutos para carregar. Sua versão em grafeno com a mesma capacidade leva 20 minutos para completar a carga com um carregador de 60 watts. A quantidade de ciclos varia entre 300 e 500 atualmente e a bateria de grafeno faz 1500 ciclos e esquena menos.

O grafeno é um material apresentado às pessoas como milagroso, mas ainda é extremamente caro. Foto: Reprodução/Digital Trends

A Real Graphene tem uma solução para o problema da produção em massa necessária para o uso em smartphones porque não apenas produz o grafeno e a bateria, mas também o chipset especial que é usado para controlar a carga. Fazer uma folha de grafeno é algo complicado e cada folha do materia custa 25 dólares (R$ 104,56), enquanto cinco folhas possuem apenas 5 átomos de espessura.

O custo da mudança seria praticamente nulo porque o processo de fabricação é o mesmo das baterias atuais e poderia usar o mesmo maquinário, porém a diferença de preço de uma bateria comum e uma com grafeno foi estimado na casa dos 30% pelo CEO da empresa. Num mundo em que celulares estão chegano na casa dos 2000 dólares, não é uma diferença tão grande considerando os benefícios recebidos.

A empresa inclusive já faz carregadores portáteis com a tecnologia embarcada. Foto: Reprodução/Digital Trends

Tudo parece ótimo, mas quando isso chegaria ao consumidor? De acordo com Samuel Gong, se a Real Graphene fizesse um contrato para uma versão limitada como o Galaxy Fold com 100.000 aparelhos, o pedido poderia ser faturado e entregue imediatamente. A empresa está pronta para criar baterias desde o tamanho de smartwatches até carrinhos de golf elétricos.

Caso o pedido seja maior que uma edição limitada, é necessário o prazo de um ano para desenvolver uma produção em larga escala, mas ainda assim são boas notícias. Se alguém quiser sair na frente da Samsung nesse departamento, essa é provavelmente a melhor oportunidade e, se você quiser um carregador portátil de grafeno, pode ficar de olho no anúncio da empresa na Amazon para comprar assim que estiverem disponíveis de novo.

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