Durante a Brasil Game Show, tivemos oportunidade de testar Dragon Ball Z: Kakarot, jogo RPG desenvolvido pela Cyberconnect2 e publicado pela Bandai Namco que contará todas as sagas de Dragon Ball Z com algumas novidades no enredo.

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De maneira diferente dos jogos de luta em arena que nasceram no PlayStation 2, Dragon Ball Z: Kakarot busca contar a história do anime e mangá com densidade e da maneira mais fiel possível. O fato de ele apostar no gênero de RPG também colaborará para que a experiência seja repleta de conteúdo e diferente o suficiente do que os fãs puderam testemunhar em lançamentos anteriores.

A fase disponível na demonstração é a primeira luta do anime, Goku e Picollo contra Raditz. O irmão maligno de Goku captura o seu filho Gohan e, para salvá-lo, ele deve unir forças contra o seu rival Picollo. Ambos começam a procurar por Raditz e então é dado início ao gameplay.

A versão de teste permitia apenas que jogássemos com Goku. Controlamos ele em um mundo aberto no qual somos capazes de voar com ou sem a Nuvem Voadora, rolar durante o voo, correr, procurar pelo Ki de personagens e realizar um boost de velocidade. No mundo, existem várias atividades para serem realizadas, desde caçar peixes e dinossauros para alimentarmos o protagonista, enfrentar robôs inimigos que querem nos derrotar, realizar favores para outros personagens — as missões secundárias — e muito mais. À medida que realizamos as missões, os níveis de Goku e Picollo aumentam.

Três missões estavam disponíveis na demonstração: uma principal e outras duas secundárias. Em uma missão secundária, ajudamos o androide N° 8 — personagem que apareceu no Dragon Ball clássico. Ele pede para derrotar um grupo de robôs malignos que estão perturbando a região e, em troca seremos recompensados, com itens para usarmos durante a batalha. Na outra missão secundária, também ajudamos outro personagem do Dragon Ball Clássico, recebendo um item e pontos de experiência.

Estas missões secundárias fazem parte da novidade do enredo. Elas servirão para fechar algumas pontas soltas que o Dragon Ball Z deixou, além de mostrar o que aconteceu com alguns dos personagens da obra que não apareceram mais. Akira Toriyama, o criador do mangá, está fazendo parte da equipe de criação e é o responsável por amarrar estas pontas. Além disso, ele criou uma personagem exclusiva para o jogo que terá participação na história: a Bonyu, que integra as Forças Especiais Ginyu.

Bonyu é uma integrante das Forças Especiais Ginyu.

Por fim, chegamos à missão principal: Goku e Picollo contra Raditz. Com o Kakarotto, somos capazes de dar socos, lançar pequenas rajadas de energia, bloquear e desviar de ataques, carregar e usar habilidades especiais com o Ki como o Kamehameha. Também podemos pedir para o nosso aliado usar habilidades especias. Quando usamos as técnicas, a barra de diminui de modo correspondente e temos que nos afastar da batalha para podermos recarregá-la.

O jogo não se limita apenas a bater nos inimigos até esgotar a sua barra de vida: é preciso tomar uma estratégia e saber a hora certa de atacar, defender e esquivar. No começo da minha luta contra Raditz, tomei uma postura agressiva, sem me preocupar com a defesa, e quase morri. Se não fosse pelo item de restaurar vida que consegui em uma das missões secundárias, certamente não teria conseguido completar a demonstração.

Os gráficos do jogo estão lindos. Eles não chegam ao nível de Dragon Ball FighterZ, mas não deixam a desejar. Esta mescla entre jogo de luta e RPG é uma proposta interessante da Bandai Namco que espero que dê certo. Uma única coisa que eu gostaria que eles adicionassem ao jogo é o cenário destrutivo que tem nos animes de Dragon Ball. Embora o título seja Dragon Ball Z: Kakarot, não controlaremos apenas o Goku; Vegeta, Picollo e Gohan são alguns outros que serão jogáveis.

Dragon Ball Z: Kakarot será lançado no começo de 2020 para Xbox One, PS4 e PC.