Assassin’s Creed Valhalla é o jogo mais recente da popular franquia da Ubisoft que faz sua estreia na mitologia nórdica. Disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series, Valhalla é o primeiro jogo da franquia na atual geração de consoles e busca aquecer o coração não apenas daqueles que gostam da temática, mas também os fãs mais antigos por trazer uma narrativa conectada com a icônica fraternidade. Confira, nas linhas a seguir, os prós e contras de Assassin’s Creed Valhalla.

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Assassin’s Creed Valhalla é estreia da franquia da Ubisoft na nova geração e traz gráficos belíssimos. Foto: Reprodução/João Peranovich

Mais do que um jogo: uma odisseia

Quero começar o texto enfatizando a duração do game junto das quests primárias e secundárias, além de atividades paralelas que não fazem parte da história, mas que com certeza agregam bastante à sua experiência de jogo. Se você quer comprar um jogo que garanta várias horas de gameplay, sem se preocupar com qual será o próximo título que investirá sua valiosa graninha, com certeza indicaria a compra do Valhalla.

Assassin’s Creed Valhalla é um jogo longo e repleto de conteúdo. Foto: Reprodução/João Peranovich

Meu save conta com uma média de 80 horas de jogatina. Durante essas 80 horas, gastei meu tempo focando nas missões principais, fiz as quests da primeira parte do arco de Asgard, consegui elevar meu assentamento quase ao nível máximo (não consegui por conta de um bug que falarei mais à frente) e matei todos os templários. Sendo que esta última atividade, por mais que não faça parte da sua missão principal, com certeza acrescenta bastante ao enredo muito prazeroso da fraternidade assassina.

Com isso, quero ressaltar que o jogo realmente entrega bastante conteúdo e demanda tempo de jogo — cujas horas foram bem prazerosas. Sinto que aquela canseira que teve em alguns outros títulos como The Last of Us Part 2 ou até mesmo o Assassin’s Creed Odyssey não estava presente neste título e isso com certeza é algo muito positivo.

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A história é de Viking, mas tem Hidden Blade e a Fraternidade

Já faz um tempinho que a Ubisoft se afastou da narrativa principal de Assassin’s Creed, que trazia um assassino como protagonista e uma fraternidade de assassinos ali no meio de tudo. Seu objetivo sempre era algo relacionado a templários. Em Valhalla, não temos um assassino como protagonista, mas pelo menos a Hidden Blade voltou junto da fraternidade no seu enredo principal.

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A ambientação viking de Assassin’s Creed Valhalla salta aos olhos desde o início. Foto: Reprodução/João Peranovich

Você vive a pele de Eivor, um(a) viking, customizado(a) pelo jogador no início da jogatina, que teve sua família morta na sua frente durante uma invasão de outro clã viking da região, mas que consegue escapar. Eivor cresce junto de outra família e, sendo parte dela, torna-se uma referência como lutador e suas histórias ganham cada vez mais destaque.

Porém, chega um momento em que você começa sua própria aventura junto com seu irmão e seus seguidores em um novo canto da Europa. A partir deste ponto, você cria seu assentamento e a aventura começa de verdade. Por sinal, vale citar que, um pouco antes disso tudo, você já é apresentado a dois membros dos Ocultos, que são os Assassinos desta época.

Durante toda a sua gameplay, você vai se aventurar em diversas regiões da Europa. Desde terras congeladas, com paisagens cominadas pela neve e tom gélido, até paisagens exuberantes cheias de cor e vida. Cada região da Europa conta com sua identidade e seu clã dominante. Sua principal missão é criar alianças com cada uma dessas regiões.

O jogador pode se deparar apreciando as paisagens sem nem se dar conta. Foto: Reprodução/João Peranovich

Em diversos momentos da jogatina, eu parava para apreciar um pouco do cenário ao redor. É tudo muito bonito e muito bem detalhado, acompanhado por uma trilha sonora que faz se perder no meio dessa realidade que o jogo entrega. Quando haviam festas, eu ficava feliz sentindo um pouco do que o próprio Eivor sentia. Me embebedava como qualquer bom viking faria também e tudo isso que o jogo me passava me fazia muito bem!

Posso dizer, sem medo e com muita segurança, que Assassin’s Creed Valhalla entrega algo único em esperança e enredo, algo que eu sentia falta sim na franquia. Não é algo que um fã das antigas espera, porém conseguiu funcionar para que eu me afundasse de cabeça no mundo viking, querendo fazer parte dele como um todo.

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Mas é um RPG outra vez?

Assassin’s Creed Valhalla é sim mais um avanço dentro do que fomos apresentados em Assassin’s Creed Origins. Aqui, nós temos um misto de Origins e Odyssey, mas com uma melhora significativa em todos os elementos: narração, gameplay, progressão do personagem, habilidades, combate… Tudo!

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Valhalal bebe da fonte de Assassin’s Creed Odyssey e Origins, mas com melhorias. Foto: Divulgação/Ubisoft

Na área do combate, nós temos uma melhoria no sistema que já tivemos com os dois antecessores, mas ainda está longe de ser bom. Você não consegue sentir o peso das armas, porém consegue ser divertido. Eu compararia a algo tipo Skyrim. Por sinal, as árvores de habilidades se parecem bastante com a que é vista em Skyrim também. Por sinal, prepare-se: você precisa upar muito, jogar muito, para abrir todas as habilidades

As quests secundárias ficam marcadas em seu mapa depois que você passa por elas. Geralmente são atividades bem diversificadas como alguém que precisa pegar um item de volta, um aldeão que se meteu num problema com uns bandidos, algum louco que não quer usar roupas e assim por diante. Vira e mexe a história que essas quests entregam são interessantes, mas algumas são bastante dispensáveis.

Assassin’s Creed Valhalla entrega um sistema de decisões como o que tivemos em Odyssey, mas, agora, algumas decisões são chaves para o que acontece lá no final do jogo. Por isso, se atente a todas elas. Além disso, elas também influenciam em personagens que se tornam aliados ou não, personagens que podem entrar pro seu clã ou não e muito mais.

Por sinal, mais acima falei um pouco sobre o assentamento. Acho que vale a pena falar um pouco mais sobre ele. Este elemento é algo muito bem-vindo no jogo pois ele traz um valor a alguns NPCs que nunca vi antes na série. Talvez apenas com os membros assassinos em Brotherhood. Mas aqui cada um tem uma história e você vai se envolvendo com elas no decorrer da trama principal. Ao andar pelo assentamento, você pode se encontrar com eles, conversar e, às vezes, até fazer algumas quests exclusivas. Ah, você pode até criar um relacionamento com eles, no sentido carnal da coisa mesmo.

Nem tudo são flores, afinal é a Ubisoft

Até aqui, você se deparou só com coisas boas do jogo, né? Eu também estava assim quando alcancei as 45 horas de jogo. Porém, nem tudo são flores. Eu me deparei com os famosos bugs da Ubisoft, mas nada que me atrapalhasse de verdade ou que me desse vontade de parar de jogar. Eram apenas NPCs que paravam do nada de andar e exigiam um pouco mais de tempo para continuar a quest, superfícies que me faziam travar no cenário, cavalo que voava e animações que bugavam — coisas “contornáveis”.

Os bugs são recorrentes e podem tanto render risadas como trazer total desinteresse em terminar o jogo. Foto: Reprodução/João Peranovich

Mas, ao chegar nas 45 horas de gameplay, eu me deparei com um bug que me fez perder 5 horas de jogo. Uma quest havia bugado e o último save que eu tinha de um momento anterior da história era de 5 horas atrás. Sorte a minha, pois eu vi relatos de pessoas que tiverem que começar um save totalmente novo por conta deste bug. Por falar nisso, eu vi que era um problema recorrente lá em tópicos de discussão no Reddit.

E olha, se fosse só uma vez que tivesse bugado, tudo bem… Mas infelizmente aconteceu mais pra frente mais umas 2 vezes e eu perdi mais umas 3 horas de gameplay, totalizando 8 horas de jogatina perdidas. Pois é… Em plena nova geraçã, tivemos um jogo que fazia você perder save por conta de um bug de quest. Isso me desmotivou de uma forma tão grande que fez com que o Review que vocês estão lendo chegasse atrasado.

Algo que acho que vale a pena ressaltar é que a versão de avaliação é da plataforma de PC, mas estes bugs ocorreram em todas as plataformas pelo que pude apurar. Então a dica que eu dou para todos que forem jogar o Assassin’s Creed Valhalla é: faça um save novo a cada quest.

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Veredito

Assassin’s Creed Valhalla com certeza é uma ótima escolha de compra! O jogo traz muitas emoções, um desfecho do enredo principal muito bom e ainda dá continuidade para a história dos tempos atuais da franquia. Preferi não falar nada sobre isso no Review, pois tem MUITA SURPRESA nesta parte da história.

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No fim, o saldo é positivo e Assassin’s Creed Valhalla é uma legítima evolução da série. Foto: Reprodução/João Peranovich

Este jogo é, por um momento, algo que deixa muito feliz e, em outro, muito triste devido aos inúmeros problemas, incluindo os que fazem perder horas de jogo e não deixam progredir na campanha ou até mesmo de terminá-lo. Os bugs comuns de jogos de mundo aberto não me incomodam, mas com certeza alguns bugs de NPCs irritam demais.

Leve isso em consideração no momento da escolha da compra. Mas uma coisa é certa: você passará horas e horas jogando e sempre vai ter algo ali do lado chamando a atenção e que vai entregar uma aventura melhor que a outra.

A cópia do jogo foi cedida pela assessoria da Ubisoft para a produção de review

PRÓSCONTRAS
Vida útil e quantidade de conteúdoBugs sérios de progressão
Ambientação e gráficos belíssimosBugs com NPCs
Narrativa imersivaItens cosméticos caros