A desenvolvedora Zenovia Interactive e a publicadora Tribute Games, conhecida por sucessos como Panzer Paladin, uniram forças para entregar Steel Assault. O jogo de ação e plataforma 2D chegou ao PC (Steam) e Nintendo Switch nesta terça-feira (28) e faz uma homenagem a grandes clássicos em estilo arcade dos anos 90, com destaque para Gunstar Heroes, Contra: Hard Corps e Castlevania: Bloodlines.

A experiência traz belos gráficos em pixel art e muita adrenalina em alta velocidade, mas pode decepcionar pela sua curta duração e dependência da dificuldade para proporcionar algum fator replay. O The Squad teve a oportunidade de experimentar Steel Assault antecipadamente no PC e você confere, a seguir, os pontos positivos e negativos do game.

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Steel Assault aposta na dificuldade como fator replay e entrega experiência divertida, embora muito curta. Foto: Reprodução/Bruno Magalhães

Uma rápida jornada de vingança

Steel Assault traz a vingança como pano de fundo. Os jogadores assumem o controle de Taro Takahashi, que desbrava uma América pós-apocalíptica como membro da resistência. Seu objetivo é derrubar um ditador macabro chamado General Magnus Pierce. Para isso, ele deve enfrentar quatro dos seus lacaios, distribuídos em fases que exigem muita precisão para desviar de tiros e superar seções de plataforma.

Os comandos são bastante simples: é possível realizar chicotadas em diferentes ângulos, deslizar para desviar de ataques, executar saltos duplos e utilizar uma tirolesa para acessar pontos mais difíceis do cenário. Há, também, dois tipos de melhorias coletáveis pelo cenário, que incluem recarga de vida e um aprimoramento que dispara projéteis elétricos a partir do chicote. A mecânica de tirolesa é o principal diferencial do game, embora deveria ser melhor explorada no level design com o acesso a passagens secretas, por exemplo.

A aventura traz quatro níveis de dificuldade, variando de Muito Fácil a Difícil. As principais diferenças entre elas têm a ver com a quantidade de dano que o jogador recebe, quantos golpes são necessários para derrotar inimigos e o padrão de ataque dos chefes. Além disso, o nível mais difícil obriga que o jogador repita a fase inteira uma vez que é derrotado. Há, ainda, um Modo Arcade em que o jogador tem que recomeçar desde o início caso venha a morrer.

Toda a ação salta aos olhos logo nos primeiros minutos, especialmente pela sua pixel art de altíssima qualidade. O problema, no entanto, está no fato de ser muito difícil de enxergar tudo o que acontece na tela. Por vezes, fui atingido por inimigos sem ao menos saber de onde seus disparos estavam vindo. Alguns cenários têm chuvas intensas e cenários em alta velocidade que provocam essa confusão na vista.

O que pode incomodar muitos jogadores, também, é a curta duração de Steel Assault. É claro que jogos arcade são conhecidos por serem mais curtos e difíceis, mas o novo título da Tribute Games deveria ter entregado mais. No primeiro zeramento na dificuldade normal, terminei a jogatina com exatamente uma hora de duração. Tudo chegou ao fim muito rápido e com um sentimento agridoce de que “faltou algo”.

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Steel Assault traz poucos diálogos, mas todos localizados em português do Brasil. Foto: Reprodução/Bruno Magalhães

Adrenalina do início ao fim

Apesar da sua curta duração, Steel Assault conta com uma boa diversidade de inimigos. Em muitos momentos, os jogadores devem reagir rapidamente ou pensar com cuidado no próximo movimento para não serem atingidos. As lutas contra chefes são especialmente memoráveis e incentivam a buscar rotas otimizadas para derrotá-los sem sofrer danos.

Algo que também colabora muito para a sensação de adrenalina é a trilha sonora, que se utiliza de chiptunes e FM para dar um tom nostálgico. As músicas sem dúvidas estão entre os pontos mais altos de Steel Assault e chegam a evocar memórias de jogos como Gunstar Heroes e até mesmo Streets of Rage.

Por falar em nostalgia, os jogadores têm a opção de ativar filtros CRT, incluindo scanlines, para ressaltar a “crocância” dos pixels. É recomendado explorar as configurações de vídeo, especialmente por conta do problema levantado de ser difícil de enxergar certos detalhes durante a jogatina.

Steel Assault agrada fãs de jogos desafiadores e que remetem aos anos 90. Foto: Reprodução/Bruno Magalhães

Conclusão

Steel Assault entrega o que promete: uma legítima experiência arcade com foco na ação e adrenalina. Seus gráficos em pixel art e trilha sonora envolvente serão de grande valor aos fãs de jogos mais antigos, mas a sua curta duração deixa um sentimento misto no fim das contas.

A Zenovia Interactive podia ter ousado mais, aproveitando a mecânica de tirolesa para expandir as fases com caminhos alternativos e possibilitar usos mais inusitados. O seu fator replay, focado exclusivamente nos diferentes níveis de dificuldade, estimula a dominar desafios e padrões de ataques dos chefes, mas pode não garantir a sobrevida desejada.

Neste período de lançamento, o jogo está em oferta em ambas as lojas digitais: R$ 62,99 na Nintendo eShop brasileira e R$ 31,49 no Steam. O preço da loja da Valve é muito justo para o escopo do projeto e sem dúvidas vale a aquisição. Já na Nintendo eShop, talvez seja melhor esperar por alguma outra promoção.

A cópia do jogo foi oferecida pela assessoria de imprensa para a produção de review.