O Windows 11 foi revelado em um evento dedicado na tarde desta quinta-feira (24) como uma atualização gratuita para quem já possui uma licença do Windows 10. A Microsoft aproveitou a oportunidade para destacar alguns dos novos recursos do sistema operacional, que ainda não teve uma data de lançamento divulgada. Entre os destaques estão o suporte nativo a aplicativos de Android e mudanças de design que correspondem aos vazamentos das últimas semanas. Confira, nas linhas a seguir, as principais informações a respeito d o Windows 11.

Veja também:

Design

A apresentação foi iniciada por Panos Panay confirmando o nome Windows 11 oficialmente e trazendo um panorama geral do novo sistema. Como já havia vazado anteriormente com a versão de desenvolvedores, o sistema tem uma identidade visual mais arredondada e foco maior no centro da tela.

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Podemos ver o novo foco do sistema no meio da tela logo que colocamos os olhos no menu iniciar. Foto: Divulgação/Microsoft

Também foi mencionada uma redução nos pacotes do Windows Update e no aumento de velocidade do sistema como um todo. Logo depois, Carmen Slateff vai um pouco mais a fundo no menu iniciar, dizendo que a seção de arquivos recentes abrange tanto o PC quanto documentos que foram abertos no celular.

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Snap Layouts

Logo depois, fomos apresentados aos presets de organização da tela, chamados de “Snap Layouts”. Eles poderão ser armazenados e trazidos de volta com um clique no ícone da barra de tarefas e também guardam as janelas abertas em monitores externos, caso precise desconectar o computador para levar para algum trabalho.

Foi demonstrado um layout de janelas do Microsoft Edge sendo retomado após a conclusão de outra tarefa. Foto: Divulgação/Microsoft

Teams Integrado ao Windows

A pandemia de COVID trouxe um investimento enorme em interação remota e a Microsoft reforçou sem compromisso ao integrar o Teams, seu aplicativo de videoconferências, diretamente no Windows 11. O Teams foi adotado como padrão de conferências por muitas instituições que já tinham convênio com a Microsoft e agora parece estar ganhando ainda mais um empurrão com essa integração.

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Tomara que a mudança de visual venha acompanhada de um desempenho mais fluido. Foto: Divulgação/Microsoft

Novos Widgets

Os widgets foram implementados pela primeira vez ainda no Windows 7 e desenvolvidos ao longo do tempo. Agora, em vez de dividir espaço com os atalhos no menu iniciar, eles terão uma tela dedicada e serão completamente personalizáveis para atender as necessidades de cada usuário.

Não aparenta estar muito diferente dos widgets no Windows 10, mas com certeza é bem menos invasivo. Foto: Divulgação/Microsoft

Logo após a apresentação dos novos widgets, Phillip McClure mostra como a unificação do sistema deu atenção especial a aparelhos com tela de toque e outras formas de interação, de forma a deixar a experiência consistente e intuitiva independendo do que é usado para interagir com o Windows 11.

Integração com Xbox e jogos

Sarah Bond nos conta uma uma breve história de como foi iniciada por seu pai ao mundo dos games no PC e fez uma apresentação sucinta que focou em três pontos: jogar no Windows 11 terá um melhor desempenho, uma maior qualidade e uma maior disponibilidade de jogos, tudo de acordo com as limitações de cada computador.

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A Microsoft trabalha constantemente para melhorar a integração do Game Pass e dos games de Xbox com o PC. Foto: Divulgação/Microsoft.

Nova Microsoft Store e aplicativos de Android

Por fim, voltamos a Panos Panay que nos apresenta ao visual renovado da Microsoft Store, que aparentemente ainda não estava disponível da versão vazada, encerrando a apresentação com uma novidade interessante. Usuários do Windows 11 terão aplicativos de Android rodando no sistema por meio de uma integração entre a Amazon App Store e a Microsoft Store.

Finalmente teremos uma integração mais profunda entre Windows e os apps de Android. Foto: Divulgação/Microsoft

A apresentação se encerrou com um discurso interessante de Satya Nadella deixando cada vez mais claro que a Microsoft deixou de querer se tornar uma hegemonia em software como produto para caminhar em direção a um futuro em que será o alicerce da próxima evolução da internet, em que tudo é um serviço e, quando mais integração entre plataformas, melhor.