A WWDC 2020 aconteceu nesta última terça-feira (22) e movimentou inúmeras novidades da Apple, envolvendo tanto os seus produtos como também tecnologias. Apesar dos problemas criados pela pandemia do COVID-19, a Apple manteve o rosto erguido e organizou uma apresentação impecável recheada de novidades e respeitando o distanciamento social. Confira, a seguir, todas as novidades.

Veja também:

  1. Novidades do iOS 14
  2. Novidades do iPad OS 14
  3. Novidades do watchOS 7
  4. Mudanças nas políticas de privacidade
  5. Novidades do tvOS
  6. Novo Mac OS Big Sur
  7. Um dia histórico

1. Novidades do iOS 14

A apresentação começa com Tim Cook falando sobre os principais temas da atualidade e sobre como a Apple está tomando atitudes pra mudar o que está errado e guiar seu país — e, de certa forma, o mundo — na direção de um futuro mais pacífico e igual pra todas as pessoas. Logo depois, passa a palavra para Craig Federighi, que nos coloca a lista com a ordem em que as novidades serão apresentadas.

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A lista é grande, mas a gente acompanhou a WWDC 2020 do início ao fim e vai resumir os pontos mais importantes aqui pra você. Foto: Divulgação/Apple

App Library

Começando pelo iOS, Craig faz um discurso inicial de como o sistema construiu uma base sólida e desenvolveu em cima dela ao longo dos anos, mas, na nova atualização, irá mexer em funções centrais do sistema. Logo depois, apresenta a Biblioteca de Aplicativos (App Library no original) que é basicamente a mesma gaveta de aplicativos já conhecida dos usuários de Android.

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É difícil não comparar com a gaveta de aplicativos do Android porque é a mesma coisa. Foto: Divulgação/Apple

Ela é sempre a última tela à direita da tela inicial (similar aos widgets à esquerda) e concentra todos os seus aplicativos instalados sem aquela zorra de ter 600 telas com todos os ícones ou uma tela cheia de pastas. Sugestões de aplicativos com base no uso ficarão no canto superior esquerdo e apps recentemente instalados, no canto superior direito.

Será possível entrar no modo de edição, tocar nos pontos de orientação que ficam embaixo da tela marcando as páginas a partir da tela inicial e esconder todas as outras que você não tiver interesse já que todos os seus aplicativos agora aparecerão agrupados por função na biblioteca, com os mais usados sempre aparecendo primeiro.

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Basta desmarcar as telas que você não usa pra que elas fiquem escondidas facilitando o acesso à biblioteca. Foto: Divulgação/Apple

Widgets

Pra quem usou o Android por anos, este anúncio trouxe novamente a sensação de Déjà Vu quando Craig diz que não apenas mudaram os Widgets pra que tenham tamanhos variados, mas também que, por conta do Apple Watch trazer informações que estariam neles diretamente no pulso, a Apple decidiu mudar os widgets.

Não apenas mudaram eles de tamanho, mas também trouxeram para as telas de aplicativos e tornaram mais informativos com maior quantidade e qualidade de informação. Além disso, se você mover o widget pela tela, os ícones de aplicativo se ajustam automaticamente a ele, “saindo do meio”. É uma ótima adição que pode fazer falta quando as pessoas migram para o iOS, mas apresentar como novidade é um pouco demais.

O que de fato foi novidade foi o Smart Stack. Ele é basicamente um carrossel com vários widgets que você pode girar pra usar de acordo com sua necessidade e ainda muda automaticamente de acordo com seu uso. Isso significa que, de manhã, ele pode mostrar sua agenda, depois mudar para as anotações e assim por diante seguindo sua rotina.

Picture in Picture

Essa é uma das coisas que eu mais sentia falta e agora chegou ao iOS: a função de tela flutuante ou Picture in Picture. Às vezes você está assistindo a um vídeo no YouTube ou um stream no Twitch e alguém fala contigo. É irritante ter de fechar o aplicativo para responder e usar a notificação nem sempre funciona como esperado. Pensando nisso, agora teremos PiP.

Se você estiver vendo um vídeo e deslizar a tela para cima para voltar ao começo, em vez de fechar o aplicativo, agora o iOS criará uma pequena tela flutuante que você pode reposicionar, redimensionar com o gesto de pinça, esconder no canto da tela e deixar só o áudio, apertar no botão para retornar ao aplicativo ou no botão de X para fechar.

É mais um passo do iOS em direção à multitarefa real e agrada a impressão de parecer direta, sem complicações e coesa. Só espero que a compatibilidade envolva os aplicativos mais usados como YouTube, Twitch, Netflix e similares, pois não seria conveniente não poder usar nos apps mais específicos para ver vídeos ou derivados no celular.

Siri

Até o momento, sempre que você ativa a Siri, ela imediatamente toma completamente a tela e tira da atividade que você estava fazendo. No novo iOS, isso mudará para uma versão menos invasiva que aparece apenas na parte de baixo da tela e realiza as ações requisitadas sem fechar a tela que você está usando.

Na apresentação da WWDC 2020, foram demonstradas não apenas a abertura do Safari, mas também o clássico pedido da previsão do tempo, que aparece de maneira muito menos invasiva num pequeno cartão similar a uma notificação. O mesmo acontece num segundo exemplo em que se adiciona um item a uma lista de compras.

Depois disso, Craig passa a palavra para Yael Garten, diretora de engenharia e ciência de dados da Siri. Ela apresenta números impressionantes como os de que a Siri hoje tem 20 vezes mais fatos armazenados que três anos atrás, além de apresentar novas funções como a possibilidade de mandar mensagens de voz e ditar textos.

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Exemplo de mensagem de voz sendo enviada usando somente comandos de voz pela Siri. Foto: Divulgação/Apple

As mensagens ditadas por voz agora também são processadas diretamente no dispositivo, aumentando a segurança e a acuracidade das mensagens ditadas. Outra função derivada do uso da Siri e agora também processada localmente é a tradução simultânea para conversas com o novo aplicativo chamado Translate.

Translate

O novo aplicativo não apenas funciona em tempo real em qualquer uma das 11 línguas suportadas, mas também faz todo o processamento das conversas localmente e funciona 100% offline, o que é ótimo pra não deixar na mão nos momentos em que você mais precisa — em viagens sem acesso à internet, por exemplo.

Tem suporte a vários idiomas e português tá na lista. Tomara que tenha suporte aos dois porque só um ia ser triste. Foto: Divulgação/Apple

Ao virar o telefone em modo paisagem, o aplicativo passa automaticamente para o modo conversa em que duas pessoas podem interagir, cada uma em seu respectivo idioma, e ver as respostas da outra parte traduzidas em tempo real na tela do celular. Isso inclui nosso (nem sempre) amado português, o que significa mais oportunidades de interagir com amigos e conhecidos estrangeiros mesmo sem saber o idioma que eles falam.

Apesar de ter apenas um microfone para captar as duas pessoas falando, de acordo com Yael, o próprio sistema reconhece qual o idioma está sendo dito e joga a tradução no lugar certo do outro lado da tela, sem necessidade de nenhum tipo de configuração adicional. Tudo fácil e intuitivo.

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Mesmo só com um botão de microfone o aplicativo não tem problema em reconhecer e traduzir o que está sendo dito. Foto: Divulgação/Apple

Messages

O aplicativo de mensagens do iOS recebeu algumas mudanças interessantes pelo que foi comunicado na WWDC 2020, tal como a possibilidade de fixar as conversas mais importantes no topo da lista, mais memojis com novas opções de customização, incluindo máscaras, três novos stickers de memoji e mais opções de idade na customização.

Nas conversas em grupo, respostas serão anexadas à mensagem que está sendo respondida para eliminar mal-entendidos, menções e notificações específicas apenas se você for mencionado, será possível customizar os grupos com imagens, e dentro do app de mensagens, você verá a imagem de perfil da pessoa que falou por último junto da imagem do grupo como na imagem abaixo.

Dona Suzete falou por último e a foto dela aparece ali no canto esquerdo junto da imagem do grupo em demonstração da WWDC 2020. Foto: Divulgação/Apple

Apple Maps

Indo mais a fundo na renovação do Apple Maps, a empresa da maçã melhorou a identificação de ruas estreitas e passagens só para pedestres nos EUA e irá expandir o Apple Maps renovado com mais funções para Reino Unido, Irlanda e Canadá. Além dessas novidades, também foi criada a função de guias.

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Meg Frost, diretora de Design de Produto do Apple Maps, apresenta as novidades do aplicativo durante WWDC 2020. Foto: Divulgação/Apple

Os guias são feitos em parceria com as maiores empresas do ramo no mundo e incluem sugestões de lugares para comer, fazer compras, pontos turísticos e mais atividades comuns durante viagens. Eles são constantemente atualizados automaticamente e podem ser salvos para que você consulte o guia sempre que precisar.

Também foi adicionada a opção de trajetos com bicicleta que, além de mostrar o percurso, dá informações sobre a inclinação, estimativa de tempo, avisa sobre presença ou não de ciclovias e escadas onde você precisará carregar a bicicleta. É possível escolher rotas que evitam escadas completamente se você achar mais conveniente.

De acordo com Meg durante WWDC 2020, a nova opção era uma das adições mais requisitadas pelos usuários. Foto: Divulgação/Apple

A novidade está disponível apenas em algumas cidades nos EUA e China, mas deve ser expandida com o passar do tempo. Ainda na preocupação com transporte ecologicamente correto, o Maps agora mostra estações de recarga para carros elétricos e monitora o seu carro pra adicionar estações quando ele precisar de carga e adicionar apenas estações compatíveis com seu carro.

A função chamada de EV Routing precisa ser adicionada ao software dos carros e a Apple já está trabalhando com BMW e Ford, com expectativa de mais parcerias no futuro. Outra novidade é a marcação de zonas de engarrafamento e zonas de trânsito limitado (como rodízios e zonas apenas para veículos de energia limpa) que mostram rotas alternativas para evitar essas zonas se necessário.

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É sempre bom ter uma ajuda pra saber onde não transitar pra não receber multa a troco de nada né. Foto: Divulgação/Apple

Para encerrar a apresentação do Apple Maps, Meg Frost anuncia que os motoristas da China podem adicionar a placa do carro ao aplicativo para saber qual o dia do rodízio que podem usar seus carros. Acredito que, num futuro próximo, isso deve ser disponibilizado para mais países e ajudar o pessoal em São Paulo, por exemplo.

Carplay

O foco da WWDC 2020 volta para Craig e ele começa a falar do Carplay. A plataforma está disponível em incríveis 97% dos novos carros vendidos nos EUA e 80% dos novos carros no mundo todo. A apresentação das inovações começa pelo básico com novas opções de papel de parede e novas categorias de aplicativos: para estacionamento, para carregadores de veículos elétricos e para pedido rápido de entregas de comida.

Os três ícones da fileira de baixo representam as novas categorias anunciadas por Craig Federighi. Foto: Divulgação/Apple

Após uma breve apresentação do básico, Emily Schubert eleva o nível dos anúncios pra exclusividade já esperada da Apple ao anunciar uma função que permite que você armazene os dados da chave do seu carro no iPhone e deixe a chave do carro em casa. Se você perder o celular, é possível inativar a chave remotamente pelo iCloud.

Além de poder abrir e ligar o carro sem as chaves usando NFC, o iOS 14 também permitirá que você compartilhe a chave com outras pessoas e controle até mesmo o uso que elas farão do carro. O controle da permissão não foi especificado na apresentação, mas deve envolver limites de velocidade e zona de uso com base no GPS do veículo.

Demonstração durante WWDC 2020 de um modelo de testes da BMW sendo destrancado usando o iPhone como chave. Foto: Divulgação/Apple

Logo após o fim da apresentação de Emily na WWDC 2020, Craig informa que a Apple obviamente quer que esse novo padrão funcione com qualquer carro e por isso está trabalhando com grandes empresas da indústria pra criar um padrão de conectividade em carros e eliminar as dificuldades de várias tecnologias proprietárias — como o conector lightning, né, Apple?

Por fim, é dito que estão trabalhando no chip U1 já presente nos iPhones mais novos e que usa banda “ultralarga” para fazer estimativa precisa de espaço próximo. O objetivo é que ele permita usar as chaves digitais para abrir e ligar o carro, sem precisar tirar seu celular do bolso.

App Store

Seguindo em frente, a App Store receberá uma nova função chamada App Clip, um cartão de acesso rápido a aplicativos que pode ser acionado por imagem (Código QR) ou Etiquetas NFC. Os códigos e etiquetas seriam espalhadas em lojas e locais de interesse para que você tenha o app necessário à mão mais rapidamente e de maneira prática.

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Os App Clips supostamente irão facilitar a sua vida quando precisar de um aplicativo na hora de contratar um serviço. Foto: Divulgação/Apple

A demonstração na WWDC 2020 mostra um aluguel rápido de carro, compra em cafeteria, compra de pôster, uma encomenda de comida enquanto o usuário está usando o Maps e muitas outras utilidades. Os Clips são uma versão menor do aplicativo original que ficará no seu celular apenas tempo suficiente para você contratar o serviço que precisa.

Apesar de a Apple ter identificado o código como QR Code, ele terá uma aparência diferente e aparentemente será exclusivo para iPhones. Os códigos também serão etiquetas NFC, então a funcionalidade será duplicada e o usuário escolhe a que achar mais conveniente na hora de usar no dia a dia.

É só um QR mas você tinha que tornar algo exclusivo né Apple. Não basta fazer algo legal, tem que ser só seu. Foto: Divulgação/Apple

Serviços como o Yelp!, que englobam outras empresas oferecendo os próprios serviços, podem criar versões específicas para cada serviço individual. Os Clips serão feitos a partir de partes do código do aplicativo original e terão um tamanho limitado a 10 MB para garantir que sejam leves e rápidos como devem ser.

Com isso, finalmente encerramos a primeira parte dedicada às novidades do iOS. São dezenas de novidades, muitas delas muito interessantes e algumas nem tanto, mas não podemos negar que a Apple continua em seu caminho de inovação e progresso que a tornou a empresa no que é hoje.

2. Novidades do iPad OS 14

Depois dos auto-elogios iniciais constatando que hoje já são mais de 1 milhão de aplicativos feitos especificamente para o iPad, Josh Shaffer, diretor do Swift Framework, apresentou a nova identidade visual do iPad OS, começando pela tela com os novos widgets contendo mais informações assim que você volta à tela inicial.

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Mais uma das novidades que o pessoal do Android já conhece tem um tempo. Mas sendo honesto, eu não acho ruim. Foto: Divulgação/Apple

Barras Laterais

Depois disso, somos apresentados às “Sidebars”, menus laterais que mostram todas opções de menus disponíveis nos aplicativos concentradas num lugar só. Juntamente com a barra lateral, temos a opção de arrastar documentos, fotos e vídeos para dentro de categorias ou álbuns simplesmente arrastando eles ao local escolhido, sem complicações.

A nova identidade visual do sistema também buscou concentrar os botões de filtros e funcionalidades importantes no topo da tela, lado a lado ou em menus compactos que permitem o usuário só tocar e escolher o que quer ou manter o dedo pressionado para deslizar para baixo e selecionar a opção desejada.

Com uma tela grande dessas é bom ter os menus todos num canto só, fica mais fácil de usar. Foto: Divulgação/Apple

Apple Music

Na sequência de anúncios da WWDC 2020, o Apple Music também ganhou barra lateral que facilita a localização e o uso dos filtros para encontrar os álbuns que você mais gosta e as playlists que você criou. Há ainda um novo modo de tela cheia que mostra a arte do álbum, os controles de reprodução e as letras da música rolando ao lado.

Siri

No iPad OS, a Siri recebeu as mesmas novidades que já foram apresentadas no iOS, com a diferença de que as ações realizadas aparecem não mais no topo da tela como no iPhone, mas sim no canto inferior direito. De resto, o formato de cartão similar às notificações e as opões de lista, previsão do tempo e todo o resto são praticamente a mesma coisa.

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Na tela maior do iPad a Siri desce do topo pro cantinho direito embaixo assim ela fica fora do caminho. Foto: Divulgação/Apple

Ligações

Na mesma linha de raciocínio que usaram na melhoria da Siri, as ligações no iPad também deixaram de tomar a tela inteira para aparecerem como uma notificação que não interrompe subitamente a experiência do usuário. É algo muito útil e uma ótima melhoria. Quem já recebeu ligação de spam enquanto fazia algo importante vai dar valor com certeza.

Adivinha onde essa função já existia. Pois é. Vou parar de repetir porque tá ficando chato já. Foto: Divulgação/Apple

Essas mudanças serão aplicadas não apenas para ligações comuns, mas também de outros aplicativos como o Facetime, Skype e Discord. Aparentemente eles precisavam deixar alguma coisa pra anunciar junto do iPad OS porque, logo depois, Craig informa que essas mudanças também serão aplicadas ao iOS.

Busca Universal

O menu de busca também foi alterado e agora deixou de ser uma função que ocupa a tela inteira para se transformar numa pequena barra de buscas que pode ser ativada em qualquer tela e por cima de qualquer um dos aplicativos. Ela deixou de buscar apenas conteúdo online e passou a ser um menu de busca universal.

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Assim realmente é muito melhor que simplesmente sumir com o resto da tela só pra fazer uma busca. Foto: Divulgação/Apple

Isso significa que, além de ser um atalho para abrir aplicativos, encontrar contatos e procurar documentos dentro do iPad, ela também dá resultados da web, mostra fatos rapidamente como na Siri e leva o usuário diretamente para páginas na internet ao digitar o endereço completo. Além de ser menos invasiva, a busca agora é mais últil online e offline.

Apple Pencil

A Apple Pencil recebeu um ótimo upgrade com o Scribble, uma função que permite escrever diretamente com a caneta em qualquer área de texto, transformando texto manuscrito em uma versão digitada automaticamente assim que você termina de escrever.

Eu acho incrível como a Apple consegue criar umas coisas minimalistas mas que mesmo assim chamam a atenção. Foto: Divulgação/Apple

E essa nova função não serve apenas para texto como também para formas geométricas e setas. Na apresentação da função, Jenny Chen desenha formas geométricas e, ao pausar depois de terminar, o próprio iPad converte a anotação manuscrita em formas de tamanho, escala e até inclinação similares feitas pelo próprio sistema.

Na demonstração, também foi demonstrada a capacidade do Scribble de lidar muito bem não apenas com o alfabeto em inglês como também com ideogramas em chinês, fazendo uma conversão em tempo real de um texto escrito nas duas línguas para suas respectivas versões digitadas na tela do iPad.

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Como é bom viver no futuro. Só falta dinheiro pra comprar um agora. Foto: Divulgação/Apple

Tudo isso aliado à melhoria no reconhecimento de texto que permite ao usuário selecionar texto manuscrito como se fosse digitado, além de tocar com a Apple Pencil em um número de telefone para ter a opção de ligar para o telefone anotado ou tocar em um endereço para ter a rota traçada no Apple Maps.

Todas essas melhorias tornaram a Apple Pencil uma ferramenta ainda mais poderosa e demonstraram na prática que melhoria de software é tão ou mais importante que upgrade de hardware.

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Com isso não precisa mais tirar a caneta da mão pra nada se você não quiser. Foto: Divulgação/Apple

Airpods

Os Aipods já funcionam quase que como mágica, mas agora estão ainda melhores com a troca automática. Agora, em vez de ter que mudar tudo manualmente, você pode parar de ouvir um podcast no celular, pegar o iPad, abrir o Netflix e começar a assistir, pois os fones mudam de aparelho automaticamente.

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Tecnologia evoluída o suficiente realmente é praticamente indistinguível de mágica. Foto: Divulgação/Apple

Agora restritamente aos Airpods Pro, teremos a chegada do áudio espacial, uma atualização que dará a experiência de estar no cinema ao usuário. Apesar da dificuldade de tornar isso realidade com apenas um fone em cada ouvido, a equipe de software da maçã conseguiu recriar a experiência de receber som por todos os lados com sucesso.

Não apenas recriaram uma experiência de cinema como também tiveram o cuidado de levar em consideração os movimentos de cabeça do usuário para ajustar o software de acordo com o giroscópio e o acelerômetro dos Airpods, gerando uma imersão ainda mais realista e compatível com som 5.1, 7.1 e Dolby Atmos.

O som é ajustado de acordo com a posição do iPad e da sua cabeça pra te deixar constantemente no centro da experiência. Foto: Divulgação/Apple

3. Novidades do watchOS 7

Já são mais de 20 mil aplicativos para Apple Watch e agora a inovação fica por conta das “complicações”. Complicações são atalhos para download de faces que o usuário pode encontrar em páginas da web ou links compartilhados por contatos e irão fazer o download da face em questão, além de sugerir o download dos aplicativos usados nesta face.

Kevin Lynch, Vice-presidente de Tecnologia, explicou durante WWDC 2020 que agora um app pode ter mais de uma função na face do relógio. Foto: Divulgação/Apple

Como já foi dito acima, uma das novidades é o Face Sharing, que nada mais é do que a possibilidade de compartilhar telas customizadas com amigos, família e online. Outra maneira de encontrar novas telas customizadas será usando aplicativos que eventualmente aparecerão na App Store e farão uma seleção própria das opções mais interessantes.

Até o momento, um aplicativo poderia aparecer apenas em um espaço por vez no Apple Watch, mas, depois da atualização, o usuário poderá criar uma tela com várias informações de um mesmo aplicativo, deixando o watch ainda mais customizável e dando mais possibilidades de combinações de acordo com a rotina de cada um.

Será possível baixar faces de relógio em sites de hobbies específicos e adicionar ao seu rapidamente. Foto: Divulgação/Apple

A configuração de tela inicial dos relógios foi redesenhada para facilitar a seleção das informações que você deseja que fiquem na tela e os desenvolvedores poderão criar novas “complicações” nativamente com a Swift UI.

Caso você queira compartilhar suas próprias criações, o procedimento também é bem simples. Basta dar um toque na tela e segurar e depois apertar no botão de compartilhar que aparece logo em seguida. É uma boa maneira de aproximar comunidades que já giram em torno de hobbies como ciclismo, natação e surfe de um uso compartilhado de faces e, por consequência, tornar o Apple Watch uma possibilidade de compra de pessoas que ainda não o tenham.

Deixaram tudo bem simples e fácil de fazer pra incentivar que as pessoas criem cada vez mais faces. Foto: Divulgação/Apple

Maps

Assim como no iOS, o Apple Maps do watchOS 7 também receberá as funções de rotas para ciclistas com navegação curva a curva, informações de tempo estimado, mudanças de elevação e todas as outras mudanças já anunciadas, só que aparecendo em tempo real diretamente no seu pulso.

Exercícios

Julz Arney nos informa da atualização no sistema de captura de movimentos do Apple Watch, que foi otimizado para usar o acelerômetro, o giroscópio e o sensor de batimentos cardíacos para monitorar sua atividade corporal. Isso possibilitou adicionar uma nova atividade: dança. Junto com as novas funções, o aplicativo também mudou de nome, saindo de Atividade para Fitness.

A tela de resumo das atividades do dia também foi reformulada pra mostrar mais informação. Foto: Divulgação/Apple

Saúde

Agora o Apple Watch também terá monitoramento do sono e novas funções pra auxiliar o usuário a ter um sono de qualidade como a função “Wind Down”. Na hora que você geralmente vai dormir, essa nova função liga o modo “não perturbe” e dá a possibilidade de criar atalhos para facilitar a transição pro sono.

O “modo noturno” do watchOS7 terá uma tela esmaecida pra não agredir os olhos se precisar checar durante a noite. Foto: Divulgação/Apple

O relógio também terá modo de sono com a tela esmaecida junto com o celular. Um módulo de machine learning aprende a identificar como você dorme e como você está quando acordado para melhorar as sugestões. Além de ter opções de alarme com sons mais calmos ou apenas com vibração pra não acordar quem divide a cama com você.

O watchOS 7 também terá uma função de detecção de lavagem de mãos que usa machine learning para aprender quando você está lavando as mãos. Quando detecta que você está lavando as mãos, o Apple Watch começa uma contagem regressiva para te mostrar o tempo que você precisa esfregar as mãos para ter lavado direito. Eu achei bem interessante, ainda mais com as preocupações em meio à pandemia do novo coronavírus.

4. Mudanças nas políticas de privacidade

Desde o princípio e cada ano um pouco mais, o iPhone e os produtos da Apple no geral são referência na segurança de dados dos usuários. Enquanto as discussões sobre privacidade e segurança avançam, a Apple continua a oferecer melhores opções de segurança para os usuários — sempre embutidas diretamente no sistema.

Privacidade se tornou um dos pilares da internet nos dias de hoje com tanta informação sendo compartilhada o tempo todo. Foto: Divulgação/Apple

Minimização de Informação

Uma das novas políticas da empresa reveladas na WWDC 2020 envolve e minimização de informação. Ela usa a inteligência embarcada no aparelho, proteções de segurança, minimização de informação, transparência e controle para deixar o mínimo de informação disponível e o máximo possível protegido.

Será possível fazer um “upgrade” de uma conta normal que você já usa pra uma conta de login da Apple. Foto: Divulgação/Apple

Aliado a essas medidas de segurança, o “Login com conta da Apple” está sendo cada vez mais difundido para que melhore a segurança dos usuários e, ao mesmo tempo, dos prestadores de serviço. Agora os desenvolvedores podem usar o código da Apple para “transformar” contas dos seus serviços em contas de login seguro com o Apple ID.

Localização, Câmeras e Microfones

Uma mudança relevante é no uso de localização, que será permitida não apenas para compartilhamento do local em tempo real como também de uma área menos específica. Juntamente com ela, temos mudanças na maneira como o sistema informa se o aparelho está usando microfones ou câmeras ao mostrar um ponto na área de notificação em caso de qualquer atividade recente de um dos dois.

Se aparecer esse pontinho ali em cima, vai saber que algum aplicativo ativou a câmera ou os microfones recentemente. Foto: Divulgação/Apple

App Store

As permissões de aplicativos também sofrerão alterações e, a partir da próxima atualização, deverão aparecer diretamente na página do download do aplicativo na App Store. Aparecerão não apenas as permissões que o aplicativo requisita, mas também as informações que você permitirá que ele compartilhe com empresas e terceiros.

Home

O novo Homekit é um kit de desenvolvimento que trará mais facilidade para que os desenvolvedores criem software para as “smart-coisas” que sigam a política da Apple de serem fáceis de usar, mantenham as informações de usuário seguras e tenham uma boa comunicação entre si como, já é padrão nos produtos da maçã.

O Homekit foi anunciado durante WWDC 2020 e será o alicerce do que se tornará a casa conectada dos usuários de produtos da Apple. Foto: Divulgação/Apple

Para garantir que todos os dispositivos de todas as marcas tenham boa compatibilidade e sejam fáceis de conectar à sua casa, a Apple se uniu a grandes empresas do ramo de tecnologia pessoal e do lar para criar padrões de comunicação e conexão que facilitarão a adição de novos itens a uma casa inteligente, assim como noticiamos aqui no The Squad no início do ano.

Lâmpadas

Além disso, o aplicativo Casa (Home no original em inglês) terá uma mudança de design concentrando os dispositivos que precisarem da sua atenção no topo e adicionará a função de iluminação adaptativa, que muda a intensidade e cor da iluminação dos cômodos da sua casa durante o dia para te trazer uma experiência melhor nos menores detalhes.

Câmeras

Câmeras inteligentes também estão se tornando bastante populares e o iOS 14 terá suporte a zonas de atividade. Desta forma, você pode escolher um espaço delimitado e as câmeras só serão acionadas quando alguma coisa ou alguém entrar na área de segurança que você estabeleceu, sem se ativar o tempo todo com quem passa na rua, por exemplo.

Zonas de vigilância são úteis quando você não quer a câmera te avisando a cada 30 segundos que algo passou na frente. Foto: Divulgação/Apple

Outra novidade interessante da WWDC 2020 foi a adição de reconhecimento facial que pode reconhecer quem está na porta usando os rostos armazenados pelo software no seu aplicativo de fotos. Se você tiver um homepod, ele avisa quem está na porta usando o nome que você colocou nas fotos e, se você tiver uma Apple TV, ela mostra a câmera no canto da tela.

Todas as câmeras ligadas no seu homekit serão automaticamente integradas à Apple TV e isso possibilita pedir para mostrar a imagem de qualquer uma delas a qualquer momento — no modo “homeview” ou pedindo à Siri ativar uma das câmeras se achar que ouviu alguém chamando ou tocando a campainha. Elas também podem ser expandidas para ficar em tela cheia se você quiser.

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Demonstração da Siri durante WWDC 2020 atendendo a um pedido de mostrar a câmera dos fundos da casa. Foto: Divulgação/Apple

5. Novidades do tvOS

Além do uso óbvio de assistir séries e filmes, a Apple TV também está trazendo novidades como o suporte a múltiplas contas no Apple Arcade para que você possa ter seu próprio progresso e jogos salvos sem a interferência de outras pessoas da casa ou de uma visita que resolva jogar.

Com múltiplos usuários, todo mundo consegue continuar daonde parou sem confusões. Foto: Divulgação/Apple

Às pessoas que procuram uma experiência mais tradicional, também será adicionado suporte aos controles Xbox Elite 2 e Xbox Adaptive Controller. A função Picture in Picture também chegará ao tvOS para que você possa assistir o que quiser enquanto faz exercícios ou checa outra coisa que não precise de muita atenção.

Como não poderia deixar de ser, a apresentação do Apple TV+ na WWDC 2020 teve a constatação de que já existem vários programas exclusivos que já estão disponíveis em todos dispositivos da marca e mais uma infinidade de TV Boxes e Smart TVs chegando à marca de mais de um milhão de dispositivos compatíveis.

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Só nessa imagem dá pra ver Jason Momoa, Aaron Paul e Oprah. Apple não tá pra brincadeira. Foto: Divulgação/Apple

Encerrando o segmento do tvOS, Cindy Lin nos apresenta ao mais novo exclusivo da Apple TV+: Foundation. A nova obra terá vários atores conhecidos e será baseada nas obras do mundialmente famoso Isaac Asimov. A trilogia original dos livros nos quais a produção é baseada recebeu um Prêmio Hugo de “Melhor Série de Todos os Tempos” em 1966 e posteriormente a série foi expandida a partir de 1981.

6. Novo Mac OS Big Sur

O novo Mac OS será a maior mudança no sistema desde o OSX e trará uma reformulação completa do sistema, criando uma nova identidade visual que, ao ser comparada com as mudanças feitas nos aplicativos de iPad OS, mostra uma clara intenção de convergir todos os sistemas da empresa num grande ecossistema coeso e com design padronizado.

Depois de tanta gente copiando a metodologia de nomear o sistema, deixaram a explicação de lado. Foto: Divulgação/Apple

Além da uniformização do design do sistema, todos os ícones, bordas, botões, sons e detalhes foram redesenhados e realinhados quase obsessivamente ligadas à harmonia do conjunto e com foco na facilidade do uso — sem deixar de lado o já reconhecido trabalho de rodar mesmo os programas mais pesados sem percalços.

Ao aparecer uma demonstração de algumas janelas do sistema assim como a nova área de notificações e widgets, não fossem os clássicos botões coloridos de maximizar, minimizar e fechar a janela, elas seriam praticamente indistinguíveis do iPad OS mostrado alguns minutos antes.

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Não acredito que seja só eu que vi essa similaridade toda entre o novo Mac OS e o novo iPad OS. Foto: Divulgação/Apple

Craig Federighi mostra em primeira mão o novo sistema do Mac e além da sensação de que é o iPad OS com os botões no canto, a demonstração nos dá uma visão muito clara do cuidado que tiveram em criar todas as animações e paletas de cor em cada um dos aplicativos nativos do sistema.

A adição da central de controle tornou o acesso à configuração de brilho, volume e afins mais fácil, assim como criar atalhos pra essas funções apenas abrindo e arrastando pra barra de tarefas. A central de widgets também foi adicionada no mesmo canto da tela ao clicar no relógio e dá acesso rápido a uma infinidade de informações.

Demonstração da criação de atalhos das configurações e da localização da central de widgets durante WWDC 2020 . Foto: Divulgação/Apple

Messages

O aplicativo de mensagens no Mac ganhou um menu de busca, um novo seletor de imagens, a capacidade de criar Memoji diretamente no computador, efeitos de mensagem pra jogar coisas na tela como confete pra celebrar um aniversário e as conversas fixadas juntamente com grupos assim como no iOS.

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Impossível ver isso sem lembrar do saudoso MSN. Não sei nem se isso tá nas memórias da galera mais nova. Foto: Divulgação/Apple

Maps

A nova versão da aplicação de Mac foi revelada na WWDC 2020 e terá a função de favoritos que está aparecendo pela primeira vez no desktop, criação de guias pessoais para turismo e passeios e a habilidade de ver o progresso de amigos que compartilharam um link de rastreamento da localização em tempo real para ajudar alguém caso a pessoa se perca.

O Maps pra Mac também tem todas as funções apresentadas nos outros sistemas. Foto: Divulgação/Apple

Mac Catalyst

É uma ferramenta que permite aos desenvolvedores a criação de aplicações para o Mac a partir de aplicativos de iPad OS e, com isso, economizar bastante tempo e dinheiro. No caso da própria Apple, esse tempo economizado foi gasto melhorando a experiência de usuário no novo Mac OS.

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O recado é que, se a Apple conseguiu refazer o Maps usando o Catalyst, não deve ser difícil que outros desenvolvedores façam o mesmo. Foto: Divulgação/Apple

Este ano os desenvolvedores poderão otimizar suas aplicações pra usar toda a resolução disponível nos Macs além de terem acesso a mais APIs com controles de teclado, checkboxes e seletores de data. Tudo isso foi usado no novo Maps e ele é indistinguível de uma aplicação criada nativamente pro Mac.

Safari

A atualização deste do Safari foi revelada na WWDC 2020 e, neste ano, tem foco em design, performance e privacidade. Esta será a maior atualização desde o lançamento do navegador e trará carregamento de páginas 50% mais rápido que o Chrome (no Mac), adicionará um botão de relatório de privacidade para que o usuário possa checar todas as permissões e informações compartilhadas e listará os rastreadores bloqueados.

Olha o Google e a Amazon ali na lista da galera que recolhe sua informação e foi bloqueada durante WWDC 2020 . Foto: Divulgação/Apple

Será adicionado suporte para extensões e a Apple irá facilitar a portabilidade de extensões criadas para outros navegadores. Juntamente com o suporte a extensões, uma nova categoria na Mac App Store só para extensões do Safari será inaugurada.

Um dos diferenciais das extensões no Safari será a possibilidade de dar permissão para extensões somente por um dia, somente para um site ou para sempre, como é o padrão. As duas primeiras opções têm o foco na manutenção da privacidade do usuário já, que de forma geral, extensões têm acesso a uma infinidade de informações.

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Essa nova abordagem nas permissões de extensões fazem uma grande diferença pra quem usa pouco as funções de cada uma. Foto: Divulgação/WWDC 2020

Para finalizar, além de mudanças cosméticas e no comportamento das abas para facilitar a navegação, agora o Safari também conta com tradutor embutido, assim como já vemos no Chrome. Ao abrir uma página num idioma diferente do sistema, o ícone de tradução aparece na barra de endereços do navegador e permite traduzir o texto para vários idiomas, incluindo português.

7. Um dia histórico

Finalmente chegamos à reta final da nossa jornada e, de volta ao chefe maior da empresa, temos o anúncio melhor que obviamente ficou guardado pro final. Depois de três grandes mudanças para a plataforma Power PC, a mudança do Mac OS X e da mudança para plataformas da Intel, agora chegou novamente a hora de dar um novo salto adiante.

O grande anúncio durante a WWDC 2020 foi o Apple Silicon, os novos processadores da marca que serão o padrão dos Macs muito em breve. Foto: Divulgação/WWDC 2020

Apple Silicon

A apresentação do Apple Silicon no WWDC 2020 acabou pegando de surpresa apesar do rumor de que isto aconteceria ainda em março. É um grande passo que representa não apenas o controle total do hardware e software que sempre foi o modus operandi da Apple, mas também uma aceleração a todo vapor na direção da unificação total do ecossistema.

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O objetivo é criar um processador que se aproxime o máximo possível da melhor performance com o menor consumo. Foto: Divulgação/WWDC 2020

Um dos grandes focos desde o primeiro iPhone foi a melhoria de performance por watt chegando sempre no topo e mantendo uma certa vantagem sobre a concorrência todos os anos. O interesse da Apple com essa mudança é de operar com o máximo possível de performance, gastando o mínimo possível de energia, pegando o melhor do desktop e dos processadores móveis e unindo numa coisa só.

Native Apps

As aplicações nativas foram todas recompiladas usando o programa Xcode juntamente com o novo código binário Universal 2. Isso as tornou compatíveis com os atuais modelos de Mac com Intel e já deixou o terreno preparado para a chegada dos novos aparelhos com Apple Silicon.

Pra surpresa de todos, o Mac usado durante WWDC 2020 já está usando Apple Silicon, o mesmo A12Z dos iPads mais recentes. Foto: Divulgação/Apple

Essas duas ferramentas vão pavimentar o caminho da transição que, além de já ter começado pelas mãos da Apple, está a pleno vapor com Microsoft e Adobe já trabalhando com a nova plataforma de desenvolvimento (provavelmente com processador A12Z) em que estão sendo feitas e testadas as novas aplicações de Mac.

A demonstração de Craig Federighi mostra o pacote Office e diversas ferramentas da Adobe como o Lightroom, Photoshop e Final Cut Pro, todos já rodando nativamente em processadores Apple Silicon. A coesão é tamanha que, mesmo com 3 streams de vídeo simultâneos rodando durante a edição, não é visto engasgo nenhum. Claro que temos que considerar o ambiente controlado da demonstração, mas isso ainda é impressionante.

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Pensar que esse processador foi feito pra tablet é assustador. Foto: Divulgação/Apple

A expectativa é de usar todas as aplicações nativamente no lançamento do primeiro Apple Silicon, mas, mesmo que esse não seja o caso e tenha alguma coisa que ainda não esteja disponível, a Apple está à frente dos problemas que devem sugir e trouxe de volta uma antiga amiga: Rosetta.

Rosetta 2

Na época da transição dos Power PC para a plataforma intel, os Macs tiveram um impacto relativamente pequeno justamente por conta da primeira iteração da Rosetta, que fazia a “tradução” das aplicações de uma plataforma para outra — eis o motivo do nome. O mesmo acontecerá com a Rosetta 2, dessa vez ligando a plataforma Intel ao Apple Silicon.

O nome da pedra de Rosetta dá uma sensação quase mística a essa ferramenta. Foto: Divulgação/Apple

Além de fazer a tradução das aplicações, a Rosetta também trabalha em tempo real no momento da instalação, o que significa que não há desperdício de tempo para quem precisa de um programa instalado para ontem. Funciona tão bem que até mesmo jogos como o Shadow of the Tomb Raider foram demonstrados sem nenhum tipo de inconveniência.

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Demonstração de aplicativos móveis sendo rodados nativamente no Mac durante WWDC 2020. Foto: Divulgação/Apple

Por fim, como os novos Apple Silicon são basicamente os processadores que já são usados em iPhones e iPads hoje em dia, os novos Macs serão nativamente compatíveis com todos os aplicativos dessas plataformas também, o que aumenta as possibilidades dos novos computadores em alguns milhões de vezes.